Secretário de Súde defende “medidas bem dosadas” e que não é necessário “fechar o Estado”

O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, defendeu, a flexibilização das medidas adotadas pelo governo do Estado para contenção do novo coronavírus. “Tem município que não tem nenhum caso confirmado e, praticamente, já decretou estado de recolher. Fecha tudo, entra em colapso, as pessoas não têm mais capacidade de se abastecer e, talvez, quando a gente precisar, vamos estar em situação desconfortável. As medidas têm que ser bem dosadas dentro do nível de pressão e temperatura que a epidemia vai determinar. Não há necessidade de fechar o Estado inteiro, por isso nossas regras estão flexibilizadas”.

O governador Mauro Mendes editou um decreto autorizando o funcionamento de algumas atividades em Mato Grosso. “Se as pessoas atenderem ao protocolo, se manterem distantes umas das outras , e adotarem os procedimentos, como, cobrir a boca com lenço ao tossir ou espirrar e lavar as mãos com frequência, o risco não é tão grande. Todas as unidades abertas e funcionando devem adotar estes princípios”, afirmou Figueiredo.

Na entrevista concedida por meio de uma rede social, Figueiredo também comentou o pedido feito por procuradores e promotores do Trabalho, do MPF e do MPE, para suspensão do decreto. Eles mencionaram estudo realizado pela Fiocruz citando que o número de mortos em Mato Grosso pode chegar a 8 mil e que a região de Cuiabá está entre os 40 lugares do Brasil com maior risco de disseminação grave da pandemia. Médicos do Hospital Universitário Júlio Müller, em comunicação oficial, também solicitaram ao Governo a revisão do decreto, “por sua incompatibilidade com as necessidades da saúde pública e das características da pandemia em questão”.

“A Secretaria Estadual de Saúde trabalha com os dados de projeção do Ministério da Saúde. Tem muito cientista que começou ontem a fazer estudos. Tem gente divulgando projeções estratosféricas como se aqui fossemos ter mais óbitos que a própria Itália”, criticou, Figueiredo. “Vamos continuar baseados nos nossos estudos, que mostram, sim, uma situação preocupante, mas vamos adotar paulatinamente as medidas de confinamento preconizadas”.

Ainda segundo o secretário, não há certeza de que as aulas nas escolas estaduais retornarão no próximo mês, como previsto. “É uma decisão que vai ter que ser revista. Se estivermos em uma crise muito alta, não seria recomendado voltar. Em um primeiro momento não tínhamos a estimativa de quando a situação iria se agravar. Se no dia 7, entendermos que não é conveniente voltar as aulas, esta será a decisão do governo”.

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