Time de MT desiste de contratar goleiro Bruno

Na tarde desta quarta-feira (22), o Clube Esportivo Operário Várzea-grandense desistiu da contratação do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza. A contratação de Bruno para o time de VG tem gerado polêmica desde o ano passado, quando a proposta foi realizada pelo time.

Ontem (21), na estreia do Operário VG no Campeonato Mato-grossense, um grupo protestou em frente ao Estádio Dito Souza, em Várzea Grande. Com faixas e gritos de protesto, os manifestantes afirmavam que “quem contrata um feminicida, apoia o feminicídio”.

No início desta semana, Bruno obteve a liberação da Justiça de Minas Gerais para se mudar para Mato Grosso e trabalhar no Clube Operário, time com sede em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

A decisão foi proferida pelo juiz Tarciso Moreira de Souza, da Vara de Execução em Meio Aberto e Medidas Alternativas da Comarca de Varginha (MG).

CRIMES 

O goleiro foi condenado pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Ele também havia sido condenado por ocultação de cadáver, mas esta pena foi extinta, porque a Justiça entendeu que o crime prescreveu. As penas somadas chegaram a 20 anos e 9 meses de prisão.

Em 2017, o goleiro chegou a ser solto por uma liminar do Superior Tribunal Federal (STF) e voltou a jogar futebol, atuando no Módulo 2 do Campeonato Mineiro pelo Boa Esporte, mas depois teve a medida revogada e um pedido de habeas corpus negado. Em 27 de abril de 2017, Bruno se apresentou à polícia em Varginha, onde foi preso e levado para o presídio da cidade.

Bruno cumpriu seis anos e seis meses de prisão em regime fechado. Já em 2017 passou para o regime semiaberto.

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