EP alega que cuiabanos não são cobaias e descarta aplicar vacina russa

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) descartou usar a vacina russa Sputinik V na população cuiabana caso ela não seja aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Na última semana, o Governo do Estado anunciou a compra de 1,2 milhão de doses do imunizante contra a Covid-19, que deve ser distribuído entre os meses de abril e julho.

Sem o aval da Anvisa, governadores que já assinaram contratos para a compra dos imunizantes pressionam que a Sputinik V seja liberada com base em aval dado por agências de outros países. Emanuel, porém, rechaça essa hipótese em Cuiabá.

Ele garante que só com aval do maior órgão sanitário do país as doses da vacina russa serão aplicadas na população local. “Se não for aprovada pela Anvisa, Cuiabá não vai vacinar com Sputinik. O povo cuiabano não é cobaia”, disparou o gestor, em entrevista a Rádio CBN Cuiabá nesta quinta-feira(8), data em que o município completa 302 anos.

O prefeito declarou ainda que o Consórcio dos Municípios segue com as tratativas para a aquisição de vacinas. Segundo ele, a maioria dessas doses seria repassada ao PNI (Plano Nacional de Imunização) do Governo Federal. “Estamos com as tratativas para aquisição de vacinas porque entendemos que esta é a melhor forma de vencermos essa pandemia”, colocou.

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SPUTINIK V

No último dia 31 de março, o Governo do Estado anunciou que assinou com o Fundo Soberano Russo a compra de 1.201.500 doses da vacina Sputinik V. Cada dose custará U$S 9.95 dólares, resultando em um total de U$S 11,95 milhões – cerca de R$ 67,3 milhões.

Os imunizantes serão entregues por lotes. A previsão é que os primeiros lotes cheguem já na segunda quinzena de abril, e os últimos em julho.

Mauro Mendes explicou que caso o Ministério da Saúde não tenha interesse em custear a vacina para incorporá-la ao Plano Nacional de Imunização (PNI), o Governo de Mato Grosso irá arcar com todos as despesas e usar o imunizante para vacinação exclusiva da população mato-grossense, em complemento às vacinas disponibilizadas pelo ministério.

Folha Max

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