PF prende mais dois de quadrilha que fraudava auxílio emergencial

A Polícia Federal prendeu mais duas pessoas, na manhã desta terça-feira (13), durante a 2º fase da Operação “Et Caterva”, que visa desarticular uma organização criminosa especializada em aplicar fraudes no benefício social auxílio emergencial e em precatórios judiciais.

Além dos mandados de prisão, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão e sequestro de bens.

Os mandados foram expedidos pelo Juiz da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária de Cuiabá/MT.

Durante a primeira fase da operação, já haviam sido cumpridos 12 mandados de prisão, além de 77 de busca e apreensão e sequestro de bens e outros 9 de suspensão do exercício da função pública, em Mato Grosso e mais 11 estados.

Após investigações, foi identificada a participação de outros integrantes do esquema criminoso de fraudes nas parcelas do auxílio emergencial, o que desencadeou a 2ª fase da operação.

Com as identificações dos suspeitos, a Polícia Federal foi até seus endereços, onde localizou centenas de celulares nas residências dos envolvidos.

Suspeita-se que os aparelhos sejam utilizados no cadastramento do aplicativo “Caixa Tem” a fim de efetuar os saques das parcelas do auxílio emergencial de forma ilegal.

As fraudes

Servidores públicos, advogados e funcionários da Caixa Econômica estavam entre os alvos dos 12 mandados de prisão cumpridos pela PF na primeira fase da Operação.

A investigação apontou que os criminosos tinham apoio de servidores da Caixa Econômica Federal, que eram responsáveis por fornecer informações sobre precatórios à disposição para saques. A participação de um servidor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) também foi constatada.

Na primeira fase da operação, foram identificadas fraudes no recebimento indevido de precatórios judiciais. Tais ações resultaram no levantamento ilegal de mais de R$ 13 milhões em precatórios judiciais, além de mais de R$2,7 milhões em tentativas de saques em várias regiões do país.

Os criminosos faziam a confecção de documentos falsos para forjar dados de beneficiários. Também eram usados os dados e as fotos dos estelionatários, que iam aos bancos para sacar os valores.

No ano de 2020, após a interrupção temporária do pagamento de precatórios pela Caixa, os integrantes da organização criminosa passaram a cometer fraudes em detrimento de parcelas do Auxílio Emergencial.

Restaram efetuados mais de 1570 saques de benefícios, entre os meses de abril de 2020 e março de 2021, resultando em um prejuízo superior a R$1,3 milhão.

mídia News

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